No fundo do mais profundo
Onde o coração do mundo se esconde
Onde o mal se veste de bem
Na couraça de sua farsa
Pura sensual desgraça
Inerte, sem pulso
Único impulso pecar
Criar, armar, depredar
Paranomia minha nua anatomia
Confiscado pelo horror do desejo
No reprimido cofre, tombo este tolo
Na festa de minha alma
Nunca se satisfará em calma
Imenso, infinito, sempre conflito
Direi adeus, adeus de mim mesmo
Tão longe, distante, da verdade, da minha,da sua
Equilibrada na navalha da sabedoria
Na escuridão da luz
Nenhum comentário:
Postar um comentário