quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Porcelana

Porcelana quebras-te, escorregas-te de minha mão
Que dor, ao ajuntar os cacos molhados no chão
Rejeitas-te a cola, perdi tanto tempo
Tempo que sem alvo foi

Óh porcelana quebrada, que evoca a saudade
No calmo cofre do orgulho, desprezarei
Banido e sem herança trancafiado ficou
O cofre te merece e você ao cofre

Porcelana, te confundi com o metal
No mais profundo do doce abismo, serás lembrado
Naquele poço, que reflete o rosto
Onde os jardins esperam, as porcelanas de seu rosto

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