Tem alguém ali
Mas ninguém viu o torto
Caído feito morto
Espatifou ali
Tinha alguém lá
Latiu vermelho
Ninguém viu
Nem quem sangrou lá
Não tinha ninguém ali
Nem mesmo lá
Era um bêbado
Era um cão
Solidão da morte
Do que não morreu
Do que morreu
Sem cofre, sem cortejo, sem flores
Ali, lá, por todo mundo
Tem um bêbado, tem um cão
Que são os mesmo
Pensados no mesmo padrão
*Poesia baseado no tombo de um bêbado que levantei, e no outro dia retirei um cachorro morto do meio do asfalto enquanto todos apenas desviavam em sua correria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário