quinta-feira, 12 de julho de 2012

Chuva



E a chuva promete cair 

Estronda sem rumo e caiu fora do prumo
Cai quando quer desrespeita o rei, ela faz sua lei
Estradas molhadas, atoledos, ela nem liga
Cai no telhado, lava sem dó

E a chuva continua caindo...

Molha causada, espalha a moçada
Braveja o velho, reclama a mulher
Muda rotina, faz com quem quiser
As crianças entendem e pisam na poça

E a chuva deixa vestígio...

Sem guarda chuva, o melhor é correr
Chuva calma e serena, vão chamar enjoada
O poeta adora, cantarola olhando a vidraça
Logo a fumaça do fogão a queimar

E a chuva continua molhar...

Sai pra fora ela não devora
Saúda essa fera, sinta seu ar
Chame-a de donzela e beije sua mão
Respeite essa dama, ela sabe o que quer

E a chuva vai continuar, e não há o que fazer...

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