segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O vicio da poesia


Preciso de uma poesia
Li Saramago, James Joyce e desisti
Quero dormir, como vicio de fim do dia
Quero poesia
Na penumbra dos olhos, mãos lentas esperam as letras
Ouço o respirar de todos na casa, menos o meu
Cansados, pesados, abro e fecho os olhos
Barulhos chatos das noites urbanas
Tenho fome, e só lembro de bananas na cozinha
Eu aqui na cama querendo uma poesia
Parece projeção. Tem alguém na poesia?
Não. Acho que não
Bocejo o sono me consome
E, eu aqui de graça, fazendo graça pra poesia
Menina levada nunca sei te dizer coisas bravas
Será que deito?
A bexiga! Apertou!
Acho que vou! Tem uma mulher do meu lado apagada a horas
Ela nem dá bola pra você poesia, ela é prática trabalha com os recém nascidos
Tem salário, cumpre horário e ri pouco
E eu obstinado pela literatura, inútil e psicólogo
Tão fútil que nem sei pra que serve tudo que faço
Já ouvi ela bradar: Eu não quero saber o quanto tu sabe, quero quanto tu ganha
Ela tá certa. Tem dois chorões que não vive de poesia e de aventuras na clinica, querem pão
Poesia você me é malvada!
Me fez pensar nessa coisa
Chamada responsabilidade
Vou dormir brigado, e não me lembra mais disso
Preciso ir, prometo voltar, eu sempre volto
Se não volto morres de saudades, na verdade não vives sem mim
Então seja boazinha, que amanhã de manhazinha eu continuo você...

Um comentário:

Unknown disse...

Muito boa, essa eu entendi, parabéns!!!