sábado, 1 de dezembro de 2012
Eternidade
A fé me absorve e
Me contento no vazio que tenho
Sobre isso não sei falar.
Completa minha finitude
Do previsto só sei imaginar
O acaso só transpassa-me a alma, sem sangrar
E sem sentido obvio vou, seguro sobre o abismo
Sempre com pressa quero mais fé.
Quero poder! Poder do saber. Eu sei! Todos querem.
Arfante vou apagando os vestígios
Dos artefatos empoeirados, são fatos eu os desprezei
A fé me possui e não sei ter razão
Me apego ao vazio que contem o tudo
Que me deixa vazio, que me vira do avesso
Que me entorpece, me deixa vivo mais um dia
E no fluxo, no refluxo
No céu, no inferno
Construo, destruo
Eu caio, eu morro
Vivo pra sempre
Fé que me empurra ao útero
E os portais se abrirão
Celebrarei na eternidade
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