sábado, 15 de junho de 2013

Pós-modernidade



Era manhã
Quando acordo ainda puro
Hoje eu queria desejar algo novo
E, olhei com meu desejo velho
Vi fantasmas pelas ruas, acelerados com objetos nas mão
Desejei seus objetos pela expansão de seu domínio
Estavam felizes, mas os via mortos, e, essa atmosfera de embriaguez me seduziu
É um barulho que sinto falta é fome que quero ter
Pensei em modernidade, ou uma dessas drogas novas que bebemos nosrefrigerantes
Não queria admitir, mas preciso
Estou louco, toda minha geração está louca, alucino a luz do dia vejo fantasmas que tocam a matéria e alimentam-se de coisas, não olham nos olhos, tem-se medo do outro, uma esquizoide paranoide, onde o boderline é caso normal
Max tinha razão: “Tudo que é sólido se desmancha no ar”
E, eu só queria dormir ainda puro!
Há! E pra dormir! Eles precisam de ansiolítico
E no desjejum um inibidores selectivos da recaptação da serotonina
Queria mais um tempo, só pra ir ali na esquina
Só pra ter certeza que não é, a era glacial 21
Porque amanhã de amanhã mudarei e quem sabe também serei
Um fantasma pelas ruas. E alguém me dirá sem olhar nos olhos
Bem vindo a pós-modernidade.

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